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A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Educação inspecionou, na manhã desta sexta-feira (23), a Unidade de Educação Básica (UEB) Henrique de La Roque e o seu anexo, conhecida como Polinho, localizada no bairro Vila Embratel, em São Luís. O objetivo da vistoria foi acompanhar o andamento das intervenções estruturais que estão sendo realizadas nos dois prédios da escola.
“Observamos que as obras nas escolas do município estão sendo realizadas de maneira lenta e de forma incompleta”, afirmou o promotor de Justiça Paulo Silvestre Avelar Silva, coordenador da vistoria.
No Polinho, onde as aulas estão suspensas desde o dia 16 de maio, estudam 150 alunos do 1º ano do ensino fundamental. No prédio, o piso está bastante desgastado, a cozinha situa-se em local inadequado, ao lado do banheiro, assim como o bebedouro, que foi instalado muito próximo aos sanitários. Além disso, as paredes estão sujas.
Algumas intervenções estão previstas para o prédio como a troca de equipamentos do banheiro e a colocação de forro nas três salas existentes na unidade. A previsão inicial é que as obras sejam entregues em julho, e as aulas sejam reiniciadas em agosto.
No prédio principal da UEB Henrique de La Roque, onde as aulas do ano letivo começaram no dia 5 de junho, foram feitas melhorias nas instalações elétricas e hidráulicas e no telhado. Também foram instalados ventiladores novos. Mas as paredes continuam sujas e uma parte das salas está sem portas. “A impressão que dá é que nada foi feito, porque as paredes continuam sujas, precisando de pintura. É necessário pensar no bem-estar do aluno e em sua autoestima”, declarou o promotor.
Representantes da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e da empresa Nissi Construções, responsável pelos reparos e intervenções, acompanharam a vistoria.
Providências
Paulo Avelar informou que vai encaminhar um ofício ao secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, solicitando a apresentação do cronograma oficial das obras, com datas previstas para a conclusão dos trabalhos e início das aulas. Posteriormente, o MP-MA deverá firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município, de acordo com a resposta da Semed.
Na véspera de São Pedro (28), o Arraial Pertinho de Você celebra mais um festejo junino, agora com um show especial. A programação traz a cantora Alcione, que deve apresentar, também, alguns clássicos do São João do Maranhão consagradas em sua voz, como a lendária toada “Maranhão, Meu Tesouro, Meu Torrão”, obra-prima do saudoso Humberto Maracanã. E sem esquecer-se das toadas ‘Mimoso’, do compositor Ronald Pinheiro, e ‘Boi de Lágrimas’, de Raimundo Macarra.
O festejo, realizado na Cohama, ao lado da Batuque Brasil, começa a partir das 20h, com Dança Portuguesa, segue como Cacuriá da Rogéria, às 21h. Já às 22h, os tambores vão rufar com apresentação do Tambor de Crioula Arte Nossa. Alcione Nazareth sobe ao palco por volta das 23h.
Alcione, a popular “Marrom”, como ficou conhecida ao longo de sua premiada carreira, a artista faz sucesso também no exterior, onde mantém uma legião de admiradores cativos ao longo de sua trajetória de mais de 45 anos de carreira.

Serviço:
O que: Show de Alcione Nazareth
Outras atrações: 20h00 – Dança Portuguesa – 21h00 – Cacuriá da Rogéria. 22h00- Tambor de Crioula.
Onde: Arraial Pertinho de Você
Quando: 28 de junho
Entrada: Gratuita
Localização: Cohama, ao lado da Batuque Brasil
 O ex-ministro Antônio Palocci foi sentenciado a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um dos processos a que responde no âmbito da Operação Lava Jato. A condenação, em primeira instância, publicada hoje (26) pelo juiz federal Sergio Moro, determina ainda o pagamento de uma multa de cerca de R$ 808 mil.
Moro avaliou como procedente a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de que Palocci teria recebido propina para atuar em benefício da construtora Odebrecht no contrato de construção das sondas entre Sete Brasil e o Estaleiro Enseada do Paraguaçu. Segundo o juiz, em sequência ao crime de corrupção, foram cometidos dezenove atos de lavagem de dinheiro, na dissimulação e transferência do valor das propinas, especialmente ao Partido dos Trabalhadores (PT).
“Os valores serviram, no caso, para remunerar, sem registro, serviços prestados em campanhas eleitorais, o que representa fraude equivalente em prestações de contas eleitorais. A contaminação com recursos do crime do processo político democrático é o elemento mais reprovável do esquema criminoso da Petrobras”, disse o juiz, na sentença.
Moro também considerou “elevada” a culpabilidade de Palocci, uma vez que os crimes foram cometidos quando ocupava o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. “A responsabilidade de um ministro de Estado é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes.”
O juiz também determina que Antônio Palocci cumpra a pena em regime inicial fechado. A progressão de regime foi condicionada à devolução de cerca de R$ 10,2 milhões que o ex-ministro recebeu em forma de propina, segundo a sentença.
Condenações
Mais 14 pessoas que respondiam à mesma ação do ex-ministro também tiveram sentença proferida no despacho de Moro, entre elas, Branislav Kontic, assistente de Palocci, e o executivo da Odebrecht Rogério Santos de Araújo, absolvidos por falta de provas suficientes de que tenham participado dos atos criminosos.
O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, também foi condenado por um crime de corrupção e 19 de lavagem de dinheiro. Como o executivo celebrou acordo de delação premiada, a pena inicial, que seria similar à de Palocci, foi substituída por 10 anos de prisão, com progressões de regime programadas a cada dois anos e meio.
Eduardo Musa e Renato Duque, que atuavam na Petrobras, foram condenados por corrupção passiva. O executivo da Sete Brasil João Ferraz e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foram condenados pelo mesmo crime.
Por 19 atos de lavagem de dinheiro, Moro condenou cinco ex-executivos da Odebrecht: Hilberto Mascarenhas Filho, Fernando Migliaccio da Silva, Luiz Eduardo Soares, Olívio Rodrigues Júnior e Marcelo Rodrigues. Pelo mesmo crime, também foram condenados os marqueteiros João Santana e Mônica Moura.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio), em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), aponta que 74,4% das famílias de São Luís possuem algum tipo de dívida no mês de junho, o que revela uma queda de 1,8% na comparação mensal. Já a inadimplência, que considera apenas aqueles consumidores com dívidas em atraso, alcança 32,9% das famílias ludovicenses, avançando 2,4% em relação ao mês anterior.
Em números absolutos, a pesquisa estima que o número de endividados hoje em São Luís seja de 224.813 pessoas, enquanto 99.422 ludovicenses encontram-se na situação de inadimplência e 35.005 consumidores consideram que não terão condições de quitar totalmente os seus débitos neste mês.
Esse foi o segundo mês consecutivo de queda do nível de endividamento em São Luís. Por outro lado, foi o terceiro de elevação do nível de inadimplência na capital. De acordo com a Fecomércio, essa situação se dá pela retração no consumo nesse período, o que inibe o endividamento, e pela persistência das taxas de desemprego, o que gera dificuldades para os consumidores honrarem pagamentos de dívidas contraídas anteriormente.
A pesquisa também apontou que 11,6% das famílias ludovicenses endividadas declararam que não terão condições de pagar suas dívidas neste mês e, portanto, deverão passar para a lista de inadimplentes. Em junho, esse índice alcançou a maior marca desde outubro do ano passado, mostrando que a inadimplência ainda deve permanecer em ritmo de crescimento nos próximos meses.
“No Dia dos Namorados, considerado uma data comemorativa importante para o comércio, as pesquisas da Fecomércio já apontavam para uma retração no consumo. Isso se confirma com essa queda no endividamento nesse período, pois as pessoas deixaram de consumir e, obviamente, não contraíram novas dívidas. E a principal explicação para esse momento de pessimismo em relação ao consumo está ligada diretamente com o mercado de trabalho que ainda não se recuperou”, avalia o superintendente da Fecomércio, Max de Medeiros.
Tipos de dívida
O peso das dívidas com cartão de crédito representa 79,2% do nível de endividamento atual das famílias de São Luís, seguido dos carnês (8,9%), empréstimo pessoal (6,0%), financiamento de carros (5,6%) e financiamento imobiliário (5,2%).
O tempo médio de atraso para o pagamento das dívidasestá em 59,2 dias, contra 56,3 dias registrados no mês anterior. Entre aqueles endividados, 78,7% afirmam ter de 11% a 50% de sua renda mensal comprometida com o pagamento dessas dívidas. No entanto, o nível de comprometimento médio da renda com o pagamento das dívidas em São Luís é de 29,7% dos rendimentos das famílias. Já o tempo médio de comprometimento com essas dívidas é de 5,2 meses.
“Nos últimos meses nós vimos a inflação recuar e os juros começarem a indicarem uma trajetória de queda. Isso é bom para as famílias, pois eleva o poder de compra da população. No entanto, o mercado de trabalho precisa voltar a se expandir para as famílias recuperarem a renda e, assim, voltarem a consumir. Para isso, algumas reformas, como a Trabalhista, ainda precisam ser aprovadas no Congresso para desencadear uma onda de otimismo geral no empresariado, visualizando condições mais favoráveis ao investimento”, explica o superintendente Max de Medeiros.
Mais
PEIC
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) orienta os empresários do comércio de bens, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor, com informações sobre o nível de comprometimento da renda do consumidor com dívidas, contas e dívidas em atraso, e sua percepção em relação à capacidade de pagamento. A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010 e os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

A prisão da organização criminosa que durante anos desviou milhões da prefeitura de Cachoeira Grande, realizada nesta sexta-feira (24) pela Polícia Civil do Maranhão, revelou que um dos canais de escoamento de dinheiro público era a empresa Habitat LTDA, pertencente ao analista de sistema Cesar Roberto Mendes Ahid.
Apuração do Blog do Domingos Costa, mostra que o empresário das ‘notas frias’ também é sócio do deputado estadual Sérgio Frota (PSDB), presidente do Sampaio Correia.
A dupla, Frota e Ahid, e mais uma terceira pessoa identificada como Genésio Bertraid Neto, formam o quadro de sócio da HCG, empresa de sistemas corporativos, localizada na Rua dos Abacateiros nº 10, bairro do São Francisco em São Luís.
Entretanto, segundo um , o parlamentar diz que não sabia da atuação de Cesar com uma empresa de fachada na gestão do ex-prefeito de Cachoeira Grande.
“Me causa espécie essa situação, não sabia que ele tinha essa empresa, o Cesar é sócio da HCG desde 1988, tem uma vida discreta e é excelente profissional, extremamente inteligente”, afirmou o deputado.
Frota, que se disse surpreso, ainda considerou Cesar Ahid um dos melhores analistas de sistema do Maranhão, mas avaliou que se ele cometeu alguma ilicitude “terá que responder pelos seus atos”. Completou.
Ouvido pelo blog, o delegado Ricardo Moura, da Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor), disse que não houve pedido de prisão de Cesar Ahid, pelo menos nesse momento, porque tanto ele como Alexandre Simão Abreu, dono da A. S. Abreu, colaboraram muito com as investigações.
“Inclusive, foram eles que forneceram o caderno de anotações das propinas, importante prova material da apuração desse caso”, afirmou o delegado que também explicou o fato da prisão ter efeito de ajudar nas investigações que agora continua em nova fase.
– Mudou seu objeto social

Habitat LTDA, de Cesar Ahid, desviou milhões em Cachoeira Grande.
A Habitat LTDA, com capital social  de R$ 150 mil, possui endereço de fachada na Rua Sete nº 09, quadra 04, bairro do Vinhais em São Luís. Além de Cesar Ahid possui também como sócio Celson Raposo de Campos Filho.
Em um dos contratos investigados pela equipe da Seccor e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, no valor de R$ 3 milhões, verificou-se que, pouco antes da licitação, a Habitat mudou seu objeto social, pois atuava prestando serviços para condomínios, o que levantou desconfiança por parte da Gaeco.
– Envolvidos 
Na operação deflagrada ontem(23), foram presos o ex-prefeito Cachoeira Grande Francivaldo Vasconcelos Sousa e seu filho Alexandre Vasconcelos Oliveira Souza. Já Gustavo Vasconcelos Oliveira Souza, sobrinho do ex-gestor e filho do ex-deputado Pedro Vasconcelos, e o contador Pedro Henrique Silva dos Santos, estão foragidos.
Fonte: Domingos Costa